terça-feira, 11 de dezembro de 2012


Vou correndo até que o tempo me guia, vou fugindo até suando sem razão, insónias mal dormidas, de momentos mal passados, vou correndo. Até que a chuva vem e seca aquilo que leva e não traz. Quando nada adianta, mas tudo fica diante, da nossa frente, e ninguém vê.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Tudo se desmoronou, fiquei sem chão, faltou-me o ar, gritei e chorei, implorei, e nada, todos dizem que é real, e eu apenas não acredito, não quero acreditar. E agora? Como paro o sangue? Que não para de escorrer do meu coração? Como seguro as lágrimas? Que tanto querem escorrer pela a face.
Dói demais, saber que nunca mais te vou ver, que nunca mais te vou abraçar, que nunca mais te vou ter ao pé de mim, que nunca mais vais chamar o meu nome. Dói demais. Amo-te

quarta-feira, 28 de novembro de 2012


"Nada acontece por acaso.
Não existe a sorte.
Há um significado por detrás
de cada pequeno ato.
Talvez não possa ser visto
com clareza imediatamente,
mas sê-lo-á antes que
se passe muito tempo." - Richard Bach

domingo, 18 de novembro de 2012


Eu não sei o que é, como é, de que cor é, que sabor tem. Só ouvi falar. Dizem que é bom, que sabe bem, que tem umas cores bem quentes, e ao mesmo tempo umas frias. Mas que é bom. Que é algo fora do normal, fora do comum, e que nem sempre se apanha do mesmo jeito. Dizem que tudo se completa com isso. Todos ficam mais fortes, mais vivaços, riem mais, e dão mais valor à vida. Mas eu não sei. Não conheço. Só ouvi falar. Eu já vi por perto, mas não me quis agarrar. E eu também não corri….

domingo, 11 de novembro de 2012



Levaste-me o ar
Que me congelou os pulmões
E saís-te sem pensar
Sem me dar mil e uma razões!
Aquece e esquece
Que eu de ti
Não te levo à prece 
O gelo derreteu com o fósforo que tu me deste
Deixas-me a pensar
Na forma do teu olhar
Na tua maneira de falar
E o teu jeito de ficar
Amo-te por tudo aquilo que me deste
E não por tudo aquilo que me fizeste

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"É melhor eu não falar em felicidade ou infelicidade 
– provoca aquela saudade demasiada e lilás, 
aquele perfume de violeta, 
as águas geladas da maré mansa em espumas pela areia. 
Eu não quero provocar 
- porque dói." - Clarice Lispector

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


O tempo passou, os aromas mudaram, as cores mudaram, os cheiros mudaram. A música mudou, mas a melodia é a mesma. A sombra iluminou-se e deixou-se apagar várias vezes. O céu brilhou e ficou sem estrelas, sem luz. 
Insistes em perseguir-me. Persegues-me de todas as maneiras e feitios, e eu não quero.
Alguns problemas resolveram-se, e outros apareceram. Porquê? Porquê assim? Pra quê resolver uns se outros aparecem?
A mesma estrada o mesmo caminho, tentando tirar cada pedra do caminho, dando cada curva, e não atravessando.

Fez UM ano, que comecei a escrever o blog, obrigado a todas as pessoas que me acompanham diariamente, por todo o mundo, o meu muito obrigado, afinal não a sou a única, que pensa que “o mundo é perfeito, eu é que não sou”.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012


Escolhas que se tornam difíceis
Nada é claro como a água
Nada é escuro como o preto
Escolhas…
Esquerda ou direita?
Azul ou branco?
Perder ou ganhar?
Morrer ou Viver?

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

"Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso." - Fernando Pessoa

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Nada importa, quando tudo importa. Nada digo, quando tudo está escrito